Quando pensamos em adotar, a imagem que surge é quase sempre a de um cachorro. No entanto, adotar um cão adulto ou sénior é uma das decisões mais acertadas que uma família pode tomar. Estes cães esperam mais tempo por uma casa e têm muito para dar.
Um feitio que já se conhece
Num cachorro, o carácter ainda está por descobrir. Num cão adulto, a personalidade já está formada: sabe-se se é calmo ou brincalhão, se gosta de crianças, se prefere sossego ou passeios longos. Isto facilita a escolha do companheiro certo para o seu ritmo de vida.
Por isso, conversar com a equipa que o conhece é tão importante. Quem convive diariamente com o cão sabe dizer como reage a visitas, a ruídos, a outros animais e a mudanças de rotina.
Menos trabalho nas primeiras fases
Um cachorro pede muitas horas de atenção, vigilância constante e paciência para aprender o básico. Um cão adulto costuma:
- aprender mais depressa, porque se concentra durante mais tempo;
- precisar de menos idas à rua fora de horas;
- destruir menos, uma vez que já passou a fase de roer tudo;
- adaptar-se a uma rotina previsível com relativa facilidade.
Isto não quer dizer que não precise de treino, passeios e companhia. Quer dizer que a fase mais cansativa já ficou para trás.
O cão sénior: calma e gratidão
Os cães mais velhos são, muitas vezes, os companheiros ideais para quem procura tranquilidade. Gostam de passeios curtos, de uma cama confortável e de estar perto das pessoas. Para muitas famílias, são a escolha perfeita.
É verdade que a idade traz algumas necessidades. A saúde de um cão sénior pede mais atenção e visitas regulares ao veterinário. Antes de adotar, vale a pena perceber que acompanhamento o animal precisa e se o consegue assegurar. Para qualquer dúvida sobre saúde, o veterinário é sempre quem melhor o pode orientar.
Como preparar a chegada
Um cão adulto que muda de casa precisa de tempo para perceber que está seguro. Alguns cuidados ajudam:
- Crie um canto tranquilo, com cama, água e um sítio onde se possa retirar.
- Mantenha horários regulares de refeições e passeios.
- Apresente a casa devagar, sem excesso de visitas nos primeiros dias.
- Tenha paciência. É normal haver timidez, receio ou alguma insegurança nas primeiras semanas.
- Evite situações em que fique sozinho durante muito tempo logo no início.
Cada cão tem o seu tempo. Há quem se sinta em casa em poucos dias e quem precise de meses para confiar plenamente. Essa confiança, quando chega, é das mais bonitas recompensas da adoção.
Perguntas a fazer antes de decidir
- Que nível de energia tem este cão e como combina com a minha rotina?
- Como reage a outros animais e a crianças?
- Que cuidados de saúde precisa de ter ao longo da vida?
- Estou preparado para o acompanhar até ao fim, incluindo na velhice?
Se tem dúvidas sobre o compromisso que a adoção implica, leia também Adotar com responsabilidade: o que deve saber.
Nem todos os animais podem ser adotados
No santuário, alguns residentes ficam connosco para sempre, por idade, saúde ou feitio. Quem não pode adotar mas quer acompanhar um deles pode apadrinhá-lo. E quem tem mais de 65 anos e gosta de companhia pode conhecer o programa para seniores.
Como ajudar
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