Adotar é das decisões mais bonitas que se pode tomar, e também das que duram mais. Um cão ou um gato acompanha a família durante muitos anos. Por isso, o processo de adoção do santuário existe para proteger o animal e para proteger quem adota.
Antes de adotar, pergunte-se
- Tenho tempo? Passeios, brincadeira, treino, idas ao veterinário. Um animal precisa de atenção todos os dias.
- A minha casa é adequada? Espaço, vedação, escadas, outros animais, crianças pequenas.
- Toda a família está de acordo? Incluindo quem vai passear o cão à chuva às sete da manhã.
- Posso suportar os custos? Alimentação, vacinas, desparasitação, consultas e imprevistos.
- E daqui a dez anos? Mudanças de casa, de trabalho ou de família não devem ser motivo para devolver um animal.
Escolha o animal certo, não o mais bonito
A fotografia é o primeiro contacto, mas o que conta é o feitio. Um cão muito ativo pode não ser feliz num apartamento com donos que passam o dia fora. Um animal mais velho e tranquilo pode ser o companheiro perfeito para quem procura calma. A equipa conhece cada animal e ajuda a encontrar a combinação certa.
Não esqueça os adultos e os seniores
Os cachorros são os primeiros a ser escolhidos. Mas um animal adulto já tem o feitio formado, muitas vezes já sabe estar em casa e precisa de menos treino. Os seniores, que costumam esperar mais tempo, retribuem com uma gratidão que surpreende quem os adota.
Como funciona a adoção no santuário
- Conhecer o animal: veja a ficha nas adoções, leia a história e envie o pedido de adoção pela página do animal.
- Conversar: ligamos-lhe para falar sobre a sua casa, a sua rotina e o que o animal precisa.
- Visitar: venha ao santuário, com marcação, passeie com ele e volte as vezes que forem precisas.
- Formalizar: assinamos o contrato de adoção. O animal segue identificado com chip, vacinado e esterilizado.
- Acompanhar: depois da adoção continuamos por perto, para ajudar na adaptação.
As primeiras semanas
Dê tempo ao animal. A mudança de casa é muito exigente, mesmo para quem vem de um bom sítio. Mantenha rotinas estáveis, um canto só dele, e apresente-lhe a família, a casa e a vizinhança aos poucos. É normal haver receios, pequenos acidentes ou noites agitadas no início.
Ainda não tem a certeza?
Ser família de acolhimento é a melhor maneira de perceber se tem espaço na sua vida para um animal. E se a adoção não for possível, pode sempre apadrinhar um dos residentes do santuário.




