A adoção é o momento que todos querem ver. Mas antes dela há semanas, por vezes meses, de trabalho que raramente aparece nas fotografias. Este é o caminho que um animal resgatado faz connosco.
1. A chegada
Os animais chegam ao santuário depois de abandono, negligência ou maus tratos. Muitos vêm assustados, magros ou feridos. O primeiro objetivo é simples: que estejam seguros, alimentados e tranquilos. Ficam num espaço calmo, longe da confusão, até percebermos quem são.
2. O veterinário
Segue-se a avaliação veterinária: estado geral, feridas, parasitas, doenças. Depois vêm as vacinas, a desparasitação, a identificação com chip e a esterilização. Alguns precisam de cirurgias ou de tratamentos longos antes de poderem pensar numa casa.
3. A recuperação
O corpo recupera mais depressa do que a confiança. Há animais que demoram semanas a aceitar uma mão, a comer à frente de alguém ou a sair da casota. A equipa e os voluntários dão-lhes esse tempo, sem pressa e sem forçar.
4. A socialização
Com a confiança vem a aprendizagem: andar com trela, conviver com outros animais, conhecer pessoas novas, habituar-se a barulhos e rotinas. Os passeios pelo campo com os voluntários são uma parte importante deste trabalho, porque preparam o animal para a vida em família.
Para alguns, o passo seguinte é uma família de acolhimento: uma casa temporária onde o animal tem a primeira experiência de sofá, de rotinas e de vida doméstica enquanto espera por quem o adote.
5. A procura da família certa
Quando o animal está pronto, a ficha dele aparece nas adoções. Não procuramos uma família qualquer: procuramos a família certa para aquele animal. Conversamos sobre a casa, a rotina e a experiência de quem quer adotar, e combinamos visitas ao santuário as vezes que forem precisas.
6. Depois da adoção
A adoção não é o fim do nosso trabalho. Acompanhamos a adaptação e continuamos disponíveis para ajudar no que for preciso.
E os que não seguem este caminho?
Nem todos chegam à adoção. Os que, por idade, saúde ou feitio, não podem viver numa casa, ficam no santuário para sempre. Pode ajudá-los apadrinhando um deles.
Cada etapa deste percurso tem custos: veterinário, medicação, alimentação, transporte. Um donativo, por pequeno que seja, ajuda o próximo animal a fazer este caminho.




